Más Información para consumir mejor y de forma consciente 


El diario brasileño O Globo publicó el pasado 20 de abril un artículo sobre Knowcosters en su edición online.

  RIO - Fundado há apenas seis meses, o grupo espanhol sem fins lucrativos Knowcosters entende que, além de ter sempre razão, o cliente tem também o poder de mudar as coisas. Por isso, defende o direito de o cidadão saber o que está comprando e fazer uma escolha consciente sobre as implicações políticas e sociais das suas decisões de consumo. Segundo o grupo, quando uma pessoa opta por um produto, está mostrando apoio a quem o produz e aos ambiente econômico e social em que é produzido, configurando de forma direta o mundo em que vivemos.

“O ato político, social e cívico mais importante que um cidadão pode fazer é consumir. De nada serve que votemos a cada quatro anos se, a cada dia, com seu consumo, está dizendo que a economia que quer que vença não é a que constrói o Estado de bem-estar social”, diz Miguel Conde Lobato, publicitário e fundador do movimento, que tem 5 mil seguidores e que pretende chegar ao menos aos 200 mil na Espanha. “Consumir é o mais importante ato de transformação social que podemos dar.”

De onde surgiu a ideia de criar um grupo que acredita que o consumo consciente é tão importante e que valoriza o poder que o consumidor tem em suas mãos?

Sou criador publicitário e entendo bem de consumo. E, além de saber do poder que o consumidor tem com suas escolhas de consumo e do impacto que isso tem sobre o planeta, estudei a correlação entre consumo, globalização e concentração produtiva. Vivemos uma globalização que é real apenas para o capital e que provocou uma grande rigidez no mercado de trabalho, além de uma mão de obra cada vez menos necessária. A generalização do crédito, tornou o comprar algo fácil e fez com que os objetos tenham cada vez menos valor.

Com a escolha de um produto ou outro mudamos o que está a nosso redor. Mas fazemos escolhas ruins por desinformação ou por falta de interesse. Pensamos em criar uma opção para que o consumidor soubesse qual é o custo social das coisas. O mais bonito de tudo isso é a enorme força e poder que temos como consumidores, já que não se produzirá um só produto que não seja consumido. E a partir daí por que são consumidas certas coisas, por falta de informação ou por desinteresse? Acreditamos que seja por falta de conhecimento, por falta de informação e aí entra o Knowcosters.

E pensamos na fundação para dar soluções para aumentar as informações. A ideia era conseguir elementos que ajudassem a separar produtos que respeitam algumas práticas dos que não as respeitam, para que as pessoas possam fazer escolhas sabendo quem defende uma prática sustentável.

Qual tem sido o impacto da fundação na sociedade espanhola desde sua criação?

A resposta tem sido muito boa. Somos chamados cada vez mais a fóruns e aos meios de comunicação, o que mostra o interesse sobre o que defendemos. Também há empresas e produtos que se interessam pelas nossas ideias de “digital fiscal” e “marcação tripla”.

O que é a ‘digital fiscal’?

É uma maneira de informar ao consumidor nas páginas de e-commerce o rastro fiscal de um produto vendido pela internet. O objetivo é informar onde estão sendo recolhidos os tributos referentes a um produto comprado via web. Assim, a pessoa pode saber que o que supostamente está comprando no Brasil não está sendo tributado lá, mas nas Ilhas Cayman, que é um paraíso fiscal. Se o consumidor sabe e mesmo assim compra, vamos respeitá-lo. Mas o importante é que ele saiba. Não é uma visão protecionista, mas sim de defesa da informação. O consumidor deve fazer suas escolhas de forma consciente, sabendo pelo que está optando. Estamos fazendo uma pré-campanha na Espanha e há empresas interessadas em adotar esse selo, para isso será preciso preencher alguns dados.

Alguma empresa já aderiu à ‘digital fiscal’?

Sim, há uma na Espanha. A Verdurea, que vende produtos agroalimentares. É uma empresa pequena, de fácil implementação dessa ideia. Mas o lançamento real dessa campanha, com as câmaras de comércio e órgãos de defesa do consumidor, será feito a partir de maio, início de junho.

E qual é a ideia por trás do conceito de ‘marcação tripla’?

Queremos que o preço de um produto mostre o que está na sua formação. Se compra uma calça, você não paga apenas o valor que está na etiqueta. Paga também por uma série de custos indiretos que estão atrelados a esse produto. São os custos para o meio ambiente, denominados de “custo planeta”, e o de seu impacto social, “o custo do Estado de bem-estar”. Em convênio com algumas universidades espanholas, queremos que isso seja quantificado. É uma medição complexa, mas possível. Você pode comprar em euros ou em dólares, de qualquer maneira você está pagando por esses custos associados a um produto. A ideia é que se coloque de forma clara esse preço que está sendo pago de fato. Queremos que esses custos sejam detalhados em três cifras e que o consumidor decida. Queremos apenas que as pessoas façam suas escolhas bem informadas

Então, o que defendem é o poder da informação?

Sim, é isso, exatamente. Um dos objetivos da fundação é fazer com que informação útil e clara chegue ao consumidor, para que ele saiba de onde vêm os produtos e para onde eles levam os cidadãos, assim como o quanto eles verdadeiramente custam. A pessoa pode escolher o que quiser, mas precisa ter consciência das suas escolhas. Se você vota a cada quatro anos para evitar a diminuição das coberturas sociais, dos salários, por que você não faz esse tipo de escolha via consumo? De nada serve que votemos a cada quatro anos se, a cada dia, com seu consumo, está dizendo que a economia que quer que vença não é a que constrói o Estado de bem-estar social. O consumo é um importante ato modelador social. Consumir é o mais importante ato de transformação social que podemos dar. E queremos um consumo justo. Defendemos um modo de vida em que se possa consumir algo que respeite as normas. Ou que se opte por algo que não respeite. Importante é saber quem respeita ou não as regras do jogo na hora de fazer uma escolha.

Qual é o maior desafio para a expansão dessas ideias?

O primeiro desafio é a divulgação. Cada vez que publicam algo sobre a gente, várias pessoas ficam interessadas. É um movimento que vem de baixo para cima. Mas as pessoas estão desanimadas, têm a impressão de que não é possível mudar nada. Precisamos trabalhar por um mundo mais coerente com aquilo que queremos.

A fundação também pensa nas empresas em como incluí-las nesse processo?

Há grandes corporações interessadas nessas ideias, mas não queremos dar nenhum passo no mundo das empresas até que o movimento esteja mais forte entre os consumidores, com ao menos 200 mil pessoas em Espanha. Muitas pessoas que respeitam as regras do jogo são bons profissionais e sabem que essas medidas terão boa repercussão, serão reconhecidas pelo consumidor.

O senhor acredita que é possível disseminar essas ideias globalmente?

Acreditamos que a “marcação tripla”, por exemplo, pode ser interessante na Espanha, no Brasil, na Inglaterra ou nos EUA. Não podemos conscientemente ficar olhando para outro lado. Queremos um capitalismo saudável.

O próximo passo seria crescer dentro da própria Europa?

Depende. Há um grupo muito interessado em nossas ideias em Miami. Também há pessoas que se interessam por nossas visões no Brasil. Vai depender das pessoas. Não há uma hierarquia. Mas é preciso acompanhar de perto essa expansão, para que não se faça um uso indevido dessas ideias.

El cliente tiene el poder de cambiar las cosas


Un artículo publicado por Belén Hernández sobre Knowcosters en elpais.com el pasado 17 de marzo.

"Elige una vida, un empleo. Elige lavadoras, coches, equipos de compac disc y abrelatas electrónicas". Renton, personaje central de la película Transportting, no estaba equivocado al pensar que la vida está llena de decisiones. Y muchas de ellas,  como las compras, se hacen de manera inconscinte y sin saber que elegir uno u otro producto puede resultar decisivo para, incluso, salvaguardar el Estado de Bienestar. Así lo piensan desde el movimiento Knowcosters, una entidad sin ánimo de lucro fundada en 2013 que busca concienciar al consumidor de las implicaciones políticas y sociales que acarrea un consimusmo más o menos responsable. 

"El acto político, social y cívico más importante que puede hacer un ciudadano es consumir. De nada sirve que vayamos cada cuatro años a votar si cada día con tu consumo estás diciendo que la economía que quieres que gane no sea la que construye tu Estado de Bienestar", reflexiones Miguel Conde Lobato, fundador del movimiento y presidente y director general creativo de BAP & Conde. "No podemos seguir construyendo un futuro basado en la fuga permanente de consumos - decisiones de gasto - fuera del sistema hacia quienes no respetan las reglas del juego, ya sea tu vecino o un empresario danés quienes las infrinjan", añade. Para conmemorar el Día Mundial de los Derechos de los Consumidores y Usuarios, celebrado el pasado 15 de marzo, la fundación ha distribuido de manera gratuita y online el libro Knowcosters. Cuando el low cost es el mal (Netbiblio, 2012), que recoge los fundamentos de la organización. 

En su discurso, Miguel Conde, "juguetea" con los conceptos bien y mal cuando trata de explicar los males que aquejan a nuestra sociedad actual y que amenazan al Estado de Bienestar: "Una globalización que es real sólo para el capital y que ha provocado una mayor rigidez en el mercado laboral; una mano de obra cada vez menos necesaria y la generalización del crédito que ha derivado en que comprar sea fácil y los objetos tengan cada vez menos valor", enumera de manera pormenorizada Conde. Otra de las palabras endemoniadas del sistema  actual para Conde es la deslocalización, que "ha hecho que se evapore el poder de la territorialidad de las leyes". En definitiva, "un mecanismo diabólico" donde el capital es más poderoso que nunca. Su reflexión quene anticipando desde2007, es fruto de años de trabajo frente a una agencia publicitaria y de la lectura de 20 años antes del libro Lo pequeño es hermoso, del economista E.F. Schumacher. "En los 70 se anticipa lo nocivo que son las macro organizaciones para la sociedad humana. Esto que resultaba tan extravagante en 2007 ahora se ve mucho más nítido, por desgracia", asegura Conde. 

Más información es poder

Es una de las bases del movimiento knowcosters. Por eso, uno de los objetivos de la fundación es hacer llegar al consumidor información útil, de forma sencilla, para que pueda saber de dónde vienen los productos y hacia dónde llevan al ciudadano. Y, sobre todo, cuánto cuestan realmente. 

Para ello quieren desarrollar el concepto de triple marcaje. Conde destaca que el precio de venta al público - PVP- "es mentira" porque no se reflejan todos los costes indirectos que el consumidor  no conoce y que también está pagando, como son los que afectan al medioambiente -denominado "coste planeta"- y a su impacto social - "coste Estado de Bienestar" -. Con el nuevo etiquetado que proponen as marcas estarían informando de cómo afecta en estos tres apartados la adquisición de un producto. "A lo mejor, ahorrarme cinco céntimos en cada litro de leche degradando todo el sector agrícola ganadero supone mucho para un consumidor y si conoce esta diferencia prefiere comprar la leche más cara. Comprar algo más barato puede suponer que no haya vacas en una zona tradicional de pastos, lo que acarrea que se abandone el campo, lo que lo convierte en un lugar cubierto de maleza, más propici a los incendios. Esto nos lleva a la desertización y a la baja calidad de los acuíferos, lo que acaba degradando la zona", explica Conde. 

Desde la fundación pretenden que esta iniciativa, que está aún en desarrollo y tiene el apoyo de varias universidades españolas, sea una medida unificada por un mismo organismo y en un primer momento voluntaria para las empresas. "Hay que empezar de abajo a arriba y preferimos que en un primer momento sea voluntaria, pero no descartamos que sea algo que se establezca de manera obligatoria para todos", puntualiza Conde. 

Otra de las iniciativas que ya se han puesto en marcha es la huella fiscal. Este distintivo, que se cede gratuitamente a todas las tiendas online que lo soliciten, informan del país donde se pagan los impuestos, es decir, IVA e Impuestos de Sociedades. De esta manera el consumidor sabrá dónde va el dinero de su compra, y si bien tributa aquí o en otros sistemas fiscales.

Alicia Anaya, fundadora de Verdurea, abrió su furtería situada en Las Rozas (Madrid) y la tienda online en octubre de 2013. Casi al mismo tiempo solicitó la huella fiscal. “La añadí por una cuestión de transparencia. Es difícil saber en Internet el origen de la empresa y este simple sello aporta mucho al consumidor aunque esté sea libre de comprar donde quiera”, explica Anaya. A pie de calle, Anaya nota la sensibilidad en sus clientes por saber de dónde vienen los productos que compran. “El consumidor es más solidario de lo que parece, por eso hay que darle toda la información y que sepa qué compra”, añade. Con reparto a toda España, gratuito en la Comunidad de Madrid, esta empresaria compra fruta y verdura de temporada de primera mano a productores locales con el sello ecológico o productos de huerto.

 

Pero ¿Qué es ser un knowcosters? Alberto Falcón es padre de familia y desde hace cuatro meses ha empezado a aplicar las reglas básicas de este movimiento en sus compras alimentarias, donde cree que le afecta de manera más inmediata por cuestiones sanitarias, asegura. Le gusta comprar en pescaderías de barrio, donde sabe a ciencia cierta la procedencia del pescado, apoyando además a la economía local. Este especialista en marketing online además se siente en la obligación de inculcar a sus hijas, de 5 y 8 años, un consumo más responsable: “No considero que sean pequeñas para hacerles saber las cosas que son esenciales. Trato de hacer campaña en casa para prescindir de ciertos juguetes o para no comprar cosas sólo por capricho. Peleo con ellas para no tirar cosas de manera innecesaria, ya que además, en época de crisis no necesitamos consumir tanto”, asegura Falcón.

La máxima de Miguel Conde, que es optimista en el poder de un ciudadano comprometido, es que por poco que hagas “vas a hacerlo bien”: “Hay que dar pequeños pasos y seguir tu propia intuición. Es como las dietas, no debes pasar de 100 a 0 en poco tiempo. Hay que saber quién me vende y de dónde viene el producto, porque ¿irías a comprar a un sitio donde estén encapuchados? No", explica. "Tenemos que tener claro que los productos que escapan a la etiqueta de low cost no tienen por qué ser mas caros. A granel es mejor que comprar conservados y comprar las frutas en temporada es más barato. Esas pequeñas pautas se pueden ir incorporando a tu forma de consumir. En definitiva, es comprometerse con productos que me informen. Hay una buena noticia en todo esto y es que solo se puede mejorar”.

Exponemos el ideario de Knowcosters en The Monday Reading Club Vigo


El Club de Lectura de Marketing de la ciudad olivica reunió a interesados en la temática de la obra "Knowcosters: cuando el low cost es el mal"  para analizar en un debate abierto algunas de las cuestiones planteadas.

El pasado 2 de diciembre, nuestro presidente y autor de la obra "Knowcosters: cuando el low cost es el mal", participó en el Monday de Vigo para exponer y analizar las principales ideas plasmadas en el ideario. El conocido Club de Lectura de Marketing de la ciudad olivica, que ayer celebraba el cuarto año de su constitución, contó con la presencia de diversos interesados en la temática que, tras la ponencia, compartieron sus puntos de vista acerca de algunas de las tesis expuestas. 

Durante su intervención, Conde destacó los planteamientos que sostiene Knowcosters: "Se trata de una forma de consumir CON LA MISMA LIBERTAD, PERO SABIENDO, y siempre "en defensa propia", pues se trata de definir el estado de bienestar en el que queremos vivir. Una sociedad que consume productos que les imposible producir, acabará por convertirse en una sociedad imposible". El autor remarcó su apuesta por un consumidor informado, que conoce no sólo los costes visibles del producto (el precio de venta al público) sino también los costes que no se ven: coste estado de bienestar y coste planeta.

Durante la charla, Miguel Conde lanzó un mensaje de esperanza para todos los asistentes: "La buena noticia es que hay solucion. El poder está en el consumo. Hagamos uso inteligente de esta gran arma y actuemos en consecuencia con el entorno en el que nos gustaría vivir". Es necesaria la conciliación de las dos partes de un mismo yo: el consumidor, para quien cualquier precio no es lo suficientemente barato, y el yo productor, que seguro no estará dispuesto a que su salario se vea reducido para poder fabricar a menor coste.

Entre los asistentes al encuentro, se dieron a conocer algunas de las iniciativas que se estan llevando a cabo desde la Fundación Knowcosters como la huella fiscal o el triple marcaje.

Lo que empezó siendo un libro sobre consumo sin ánimo de lucro y que va camino de convertirse en un movimiento social. En ello estamos junto a los 5.000 seguidores con los que dialogamos a diario en la red sobre "consumir con la misma libertad, pero sabiendo", conscientes de que "cuando consumimos, votamos". 

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